O centro histórico
O traçado urbano de Olinda apresenta um aglomerado irregular, desenhado em função das casas e não do arruamento. As ruas adaptaram-se às condições topográficas, organizando-se como eixos de ligação entre os centros de actividade do povoado: centros comerciais, políticos e religiosos, como o antigo Paço Episcopal, a Igreja da Misericórdia, o Mosteiro de S. Bento, a Igreja do Convento do Carmo. Além dos conventos e igrejas que constituem o seu património arquitectónico, Olinda possui outros exemplos como a Praça João Alfredo e a Rua do Amparo, arruamentos onde prevalece a construção de proporções robustas.
O conjunto jesuítico do Colégio e Igreja de Nossa Senhora da Graça, projectado pelo arquitecto jesuíta Francisco Dias em 1592, é o único exemplo remanescente das obras seiscentistas de Olinda.
Aquele que é hoje conhecido como o antigo Palácio Episcopal de Olinda, foi sede camarária e sede episcopal entre os séculos XVII e XIX.
A actual Igreja da Misericórdia data do século XVII, e veio substituir a anterior, incendiada aquando da invasão holandesa. No centro do frontispício ostenta as armas de D. Sebastião de Portugal.
A Igreja de S. Bento foi construída ao longo da segunda metade do século XVIII, e o Mosteiro, em que se destacam a vasta capela-mor e a talha dourada, foi alvo de um restauro profundo em 1860.