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Página Inicial » Museus e Monumentos » Museus » Museu Nacional de Arte Antiga Museu Nacional de Arte Antiga 

Palácio Alvor-Pombal O museu encontra-se instalado, desde o seu início, num palácio mandado construir no século XVII por D. Francisco de Távora (1646-1710), 1º conde de Alvor (título concedido por D. Pedro II, em 1683), não se conhecendo o arquitecto que o projectou. Admite-se, porém, que a construção se possa situar em torno de 1690, isto é, em data posterior ao seu regresso da Índia, em 1686, onde fora vice-rei.

Consistia o palácio, inicialmente, num grande corpo rectangular, confinando a poente com a igreja e dependências do contíguo convento de Santo Alberto cuja cerca abria, na retaguarda, para um pequeno jardim sobranceiro ao rio.

Os herdeiros do conde de Alvor vão ter dificuldades em manter a casa que alienarão mais tarde. Foi Matias Aires Ramos da Silva Eça (1705-1763), provedor da Casa da Moeda, que adquiriu o palácio por volta de 1747.

Apesar de o edifício ter saído incólume do devastador terramoto de 1755, Matias da Silva Eça não o habitou e passou a arrendá-lo. Sabemos que o embaixador da Alemanha, conde de Metch, que pagava anualmente a renda de 3 mil cruzados, aqui residiu de 1759 a 1762. Posteriormente, a residência vem a ser arrendada ao cônsul holandês Daniel Gildemeester famoso e opulento contratador de diamantes e protegido do marquês de Pombal, que construiu o palácio de Seteais, em Sintra. A morte de Matias Aires de Eça provocou um pleito jurídico entre os seus herdeiros, que só terminou em 1769. A casa é, então, arrematada por um irmão do marquês de Pombal, Paulo de Carvalho, que terá tirado partido desta ligação político familiar para tal vantajosa aquisição. Cerca de 1775, Gildemeester vem a patrocinar um sumptuoso programa de requalificação dos interiores da residência, para “boa acomodação da sua pessoa e família e de seu filho primogénito a quem queria dar estado”. O acrescentamento de um quarto novo, na banda ocidental, foi acompanhado de um enriquecimento dos tectos que seguiu uma gramática de aparato dentro do gosto rococó, tal como ainda hoje vimos. Nesta altura foram colocadas as armas do marquês de Pombal quer nos dois portais exteriores, quer no portal de acesso ao salão nobre do palácio.

É admissível que a autoria das obras de estuque dos tectos possa ser creditada a Giovanni Rossi (1719-1781), pois está próxima de outras intervenções que realizou nesta época: no palácio Pombal, em Oeiras, e no da rua Formosa, do mesmo proprietário, no palácio dos Machadinhos, à Madragoa e no palácio do largo Mesquitela, para só citar exemplos de arquitectura doméstica senhorial. De facto, as estruturas decorativas com temas de concheados e arabescos na fragilidade remetem para uma fragilidade acentuada pela assimetria e harmonia dissonante. Já a porta monumental, num discurso ostentatório que explode na sua exuberância de memória barroca, foi provavelmente idealizada pelo mesmo Grossi seguindo empréstimos de famosos ornamentistas franceses ou mesmo italianos a trabalhar em Inglaterra, cujas gravuras em álbuns, livros, recolhas, ou mesmo de modo avulso circulavam na Europa. De entre estes deverá citar-se Jean F. Cuvillés (1695-1796) cujos desenhos vieram para Portugal num portfólio de um colaborador de Grossi.

 
Informação Útil 

Director:
Paulo Henriques

Morada:
Rua das Janelas Verdes
1249 - 017 Lisboa

Horário:
3ª feira: 14h00-18h00
4ª feira a Domingo: 10h00-18h00
Encerrado à 2ª feira

Bilheteira:
Bilhete normal: 4 euros
Outras informações sobre bilheteira

Transportes:
Autocarros: 727, 713, 714, 28, 732
Eléctricos: 15, 18, 25

Serviços disponibilizados:
Biblioteca
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