Exposição PermanenteO espólio do Museu de Évora resulta em grande parte da antiga colecção arqueológica, artística e de curiosidades naturais do Arcebispo Frei Manuel do Cenáculo, um dos maiores coleccionadores portugueses do século XVIII. Este fundo reflecte as temáticas artísticas próprias do coleccionismo antigo: o retrato, a paisagem e as naturezas mortas, onde se destaca um bom conjunto da retratística da época da restauração e um núcleo de naturezas-mortas de Baltazar Gomes Figueira e Josefa de Óbidos. Na colecção arqueológica, merecem referência o conjunto de lápides e a estatuária romana provenientes de todo o Alentejo. O Museu reúne ainda algum espólio dos extintos conventos eborenses e da Catedral de Évora, formando o núcleo de artes decorativas - com peças de mobiliário, paramentaria e ourivesaria -, e também um importante grupo de escultura tumular medieval e renascentista. A importância e o carácter retrospectivo da colecção de pintura de Frei Manuel do Cenáculo foi acentuado por esta via, com a inclusão das dezanove tábuas do magnífico retábulo flamengo da Sé de Évora e com a aquisição recente de uma obra de Álvaro Pires de Évora.
O Museu de Évora reabriu as suas portas no dia 29 de Junho. Nessa primeira fase são apresentadas novamente ao público as colecções de Pintura, Escultura e Arqueologia Romana, na sequência da requalificação dos espaços de exposição, e numa importante campanha de conservação e restauro de mais de 500 obras.
Dando início ao nosso programa de exposições temporárias, pela primeira vez realiza-se uma exposição dos trabalhos de Luís Afonso, o conhecido cartonista da imprensa, com trabalhos regulares públicados no Público e no Record. Da sua vasta obra foram selecionados os cartoons relacionados com a Cultura e o Património Histórico e Artístico em Portugal.